Diretor da Ponte Preta avalia prejuízo com paralisação do futebol: 'R$ 2 milhões'

Interrupção no calendário por pandemia tem prejudicado finanças de todos os clubes do futebol mundial

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 07 (AFI) - A paralisação do futebol nacional por conta do crescimento da pandemia do Covid-19 já traz sérios impactos aos cofres da Ponte Preta.

Três semanas depois do último jogo oficial disputado pela Macaca, a projeção de déficit feita pela diretoria, neste período sem bola rolando, gira em torno de R$ 2 milhões. Ao menos, é o que garantiu Décio Sirbone Júnior, Diretor Financeiro do clube campineiro, em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas.

Sirbone avalia prejuízo milionário na Ponte Preta
Sirbone avalia prejuízo milionário na Ponte Preta
"Hoje, eu vislumbro, pelo o que a gente tem de concreto, uma situação perto de R$ 2 milhões de reais. Nós tínhamos isso em março, mas em abril não tem mais, entendeu? Por isso eu digo que a CBF e as Federações vão ter que achar um jeito, porque o Governo (Federal) está achando um jeito. Falta nos dar um norte de maio para frente", pontuou.

"Se não houver ajuda, mesmo com final de crédito em banco ou qualquer coisa neste sentido, eu acredito que sim (falência). Há clubes dispensando e já há clubes fechando as portas neste momento. Eu fico imaginando em junho, sem nenhuma situação de ajuda. É muito difícil a sobrevivência com tudo isso que está acontecendo", emendou.

CORTE

Sirbone ainda deu mais detalhes a respeito da medida oficializada pela diretoria executiva de corte de até 25% no salário de jogadores e funcionários a partir do próximo mês.

"Em relação à redução de até 25% nos salários, nós respeitamos a Medida Provisória lançada pelo Governo (Federal). Nós conversamos com todos os jogadores por videoconferência. Houve entendimento geral, porque todo mundo está vendo a situação e por que o país e o mundo estão passando. Então nós soltamos todo mundo de férias do dia 1º de abril até o dia 20", comentou.

"Em conjunto também com os nossos funcionários e com os nossos colaboradores, nós também fizemos essa redução de 25%. Na semana passada, a gente teve uma resposta do Sindicato dos Funcionários dando também um parecer favorável. Então a nossa receita para abril ainda conseguimos sobreviver. A ideia é, talvez a partir de maio, que a CBF traga alguma nova situação para todo mundo", finalizou.