Assimilem um pouco do muito que Jorge Jesus ensina

Assimilem um pouco do muito que Jorge Jesus ensina

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Coluna é de futebol. Eventualmente a gente aborda outros assuntos neste período em que a bola está paradinha no sacolão.

Até seria prudente discussões mais aprofundadas de temas diversos, mas uns e outros aloprados abusam nos comentários, sem usar a própria régua para medir contrariedades de sua ideologia partidária.

A bola parou, mas conceitos sobre ela não.

Sei que parceiros se fincam exclusivamente nas coisas de Guarani e Ponte Preta, mas cabe avaliar criteriosamente aquilo que os outros fazem para um comparativo daquilo que pode ser adaptado aqui.

GUSTAVO HENRIQUE

Treinador Jorge Jesus (foto), do Flamengo, teve a coragem de manter entre os titulares o recém-contratado quarto-zagueiro Gustavo Henrique, mesmo com Rodrigo Caio recuperado.

Por que? Porque Jesus observou ganho na bola aérea ofensiva.

E Gustavo Henrique - quase dois metros de altura - não avança para tentativa de cabeceio apenas em lances de bola parada. Por vezes, em jogada normal lá está ele, sem que a zaga fique desguarnecida. Willian Arão faz a recomposição.

RETÂNGULO DO RETÂNGULO

Você pode até argumentar que o Flamengo está fora dos padrões para comparativo a outros clubes, pela capacidade individual de seus jogadores.

Sim, por acaso você viu algum outro clube disciplinado taticamente, adotando um retângulo embutido no retângulo maior, do gramado?

Não entendeu nada? Calma.

Quando o adversário ataca pelo lado direito do Flamengo, por exemplo, o destro Rafinha fecha por dentro, sem se preocupar com o espaço vazio deixado ao oponente, na hipótese de virada de jogo às suas costas.

Jesus opta pela aproximação de seus jogadores, e interpreta corretamente a fórmula de 'povoamento', que se mostra mais viável para desarmar investidas dos adversários.

Pra não citar que ninguém copiou essa bem-sucedida estratégia de Jesus, o treinador palmeirense Vanderlei Luxemburgo já ensaia o uso deste expediente.

E os outros?

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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